A escrita historiográfica permeada pela escrita de si: o caso de "Como e por que ler o romance brasileiro"

Autores

  • Juliana Tomkowski da Fonseca Universidade Federal do Rio Grande

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2012v17n2p60

Palavras-chave:

História da literatura, Ego-história, Romance brasileiro, Autoria

Resumo

Este artigo analisa Como e por que ler o romance brasileiro (2004), de Marisa Lajolo, à luz das teorias contemporâneas da História da Literatura. Busca-se refletir sobre como seu processo de escrita aponta para uma nova direção na articulação histórica do passado, contribuindo para a reestruturação dos tradicionais alicerces da teoria e história literárias. Para tanto, serão resgatadas algumas perspectivas teóricas consagradas acerca da escrita historiográfica em literatura, comparando-as com as reflexões de David Perkins, Siegfried Schmidt e Heidrun Olinto. O objetivo é demonstrar como, nessa obra, a personalidade da autora é fator determinante da construção do texto, a subjetividade desempenha um papel central nas escolhas teóricas e materiais. Lajolo revisita suas experiências de leitora e as torna parte constituinte de sua história da literatura. Nesse sentido, é um caso exemplar de como a construção do conhecimento histórico-literário passa a admitir a interferência de questões afetivas na mediação dos diversos elementos que o compõe.

Biografia do Autor

Juliana Tomkowski da Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande

Mestranda em Letras no Programa de Pós-Graduação em História da Literatura da FURG. Bolsista CAPES/DS.

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Publicado

2012-11-15

Como Citar

DA FONSECA, J. T. A escrita historiográfica permeada pela escrita de si: o caso de "Como e por que ler o romance brasileiro". Anuário de Literatura, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 60-69, 2012. DOI: 10.5007/2175-7917.2012v17n2p60. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2012v17n2p60. Acesso em: 23 nov. 2020.

Edição

Seção

Seção Temática: Escritas de Si