Teoria Crítica e Literatura: a distopia como ferramenta de análise radical da modernidade

Autores

  • Leomir Cardoso Hilário PPGPS - UERJ (Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7917.2013v18n2p201

Palavras-chave:

Teoria Crítica, Literatura, Distopia, Modernidade, Barbárie.

Resumo

Este artigo procura propor que o gênero literário conhecido como distopia se configura, a partir do prisma da teoria crítica da sociedade, como ferramenta de análise radical da modernidade. Para tanto, é feita uma breve caracterização do que seria tal gênero literário a partir das noções de horizonte utópico e função distópica. A partir daí se elegem três obras distópicas para pôr a prova tal argumentação: 1984, de Orwell; Fahrenheit 451, de Bradbury; e Admirável Mundo Novo, de Huxley. Destacando algumas características destes livros, é possível lançar luz acerca de traços marcantes do nosso contemporâneo, tais quais: as formas de controle da subjetividade, a configuração hipertecnológica da atual sociedade e a dinâmica de submissão da cultura à civilização. Afirma-se, deste modo, a literatura como dispositivo a partir do qual se torna possível realizar uma crítica das forças que constituem o presente. Estas distopias são, pois, formas de resistência face aos efeitos de barbárie cada vez mais presentes no tecido social.

Biografia do Autor

Leomir Cardoso Hilário, PPGPS - UERJ (Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Mestre (2012) em Psicologia Social pela Universidade Federal de Sergipe e doutorando (2013) em Psicologia Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

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Publicado

2013-10-07

Como Citar

HILÁRIO, L. C. Teoria Crítica e Literatura: a distopia como ferramenta de análise radical da modernidade. Anuário de Literatura, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 201-215, 2013. DOI: 10.5007/2175-7917.2013v18n2p201. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2013v18n2p201. Acesso em: 29 nov. 2020.

Edição

Seção

Artigos