Crer e não crer – eis a questão: religiosidade popular em O Ausente, de Edimilson de Almeida Pereira
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7917.2026.e111673Palavras-chave:
antropologia, religiosidade, existencialismo, Edimilson de Almeida Pereira, o ausenteResumo
Este artigo aspira realizar uma leitura do romance O Ausente (2020), do escritor Edimilson de Almeida Pereira, a partir da análise do narrador-personagem: Inocêncio, Inoc, ou Esse de Agora. Os fragmentos de histórias que compõem o texto passam pela voz do protagonista, que é um benzedor. Por isso, nosso objetivo é discutir sobre as questões relacionadas à religiosidade popular, a partir da comparação do texto literário com outras produções do autor ligadas ao campo da antropologia. Nesse sentido, observamos, nessa comparação, diálogos e tensões no trato deste tema no romance de Pereira. Na trama, a partir de uma crise desencadeada pela predestinação que vem da imposição cultural da tradição, o homem encontra-se num dilema marcadamente existencial, prenhe de indagações sobre o sagrado e a religião, cogitando pôr fim à própria vida, ou a um modo de viver. Nesse sentido, para construção deste artigo, nos embasamos em teóricos de diferentes áreas, como Leda Maria Martins, Jean-Paul Sartre, além de textos do próprio Edimilson de Almeida Pereira, e suas coautorias com Núbia Pereira de Magalhães Gomes.
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