Classes de Aceleração : “Pedagogia” da inclusão ou da exclusão?

Beatriz Bittencourt Collere Hanff, Raquel Barbosa, Zenir Maria Koch

Resumo


O objetivo do presente artigo é debater a implantação da política nacional das Classes de Aceleração em Santa Catarina, mais especificamente no município de Florianópolis, a partir de 1998, tendo por base a pesquisa “A pedagogia da repetência em questão: um estudo de caso junto às classes de aceleração”. Realizada em duas etapas, essa pesquisa procurou analisar, os condicionamentos históricos dos processos de implantação, formação de professores e outros relacionados com o trabalho docente e seus resultados, possibilitando caracterizar as diferenças existentes entre as propostas de aceleração, num diagnóstico preliminar em seis escolas da rede pública estadual e municipal. Nas entrevistas realizadas com professores, articuladores e coordenadores foram colhidos relatos sobre o processo de implantação, as dúvidas, a formação docente e a assessoria, as experiências pedagógicas, a integração das classes no interior das escolas e os processos de isolamento. As classes de aceleração serviram para alterar as relações pedagógicas internas na escola, dando maior visibilidade aos chamados problemas de aprendizagem e ao reconhecimento e atendimento às diferenças sociais, como também em muitas escolas, para segregar ainda mais os alunos considerados “com dificuldade de aprendizagem ou dificuldade de interação social”.


Palavras-chave


Aprendizagem- métodos de ensino; Repetência; Classes de aceleração; Acceleration classes; Repeat students; School failure

Texto completo:

PDFA


P.Vista, eISSN 2175-8050, UFSC, Florianópolis, SC, Brasil.

 

 

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