Motricidade e expressão musical

Alberto Andrés Heller

Resumo


Este artigo procura mostrar que o fazer musical não ocorre no tempo, mas que ele é tempo, cria tempo. A partir da compreensão dessa temporalidade, o corpo não se dá mais como coisa nem como ideia, mas como expressão e motricidade; a ação não provém de um eu: dá-se como auto-organização espontânea, como Gestalt expressiva. Trata-se de uma experiência temporal específica, um modo de relação do qual advém uma técnica baseada não na atividade, mas na passividade da atividade (a Gelassenheit heideggeriana, a não-ação do pensamento oriental), sem o que a ação se torna operação, o fazer torna-se afazer.

Palavras-chave


Temporalidade; Expressão; Motricidade

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P.Vista, eISSN 2175-8050, UFSC, Florianópolis, SC, Brasil.

 

 

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