[ARTIGO RETRATADO] O mundo da vida e o mundo do texto em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis

Mônica Saldanha Dalcol, Anselmo Peres Alós

Resumo


O romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis (2004), teve sua primeira publicação em 1859. Ele revela sua magnitude por dois aspectos: o primeiro, por ter sido o primeiro romance de autoria afrodescendente da literatura brasileira; o segundo, por ter sido o primeiro romance abolicionista escrito no Brasil. Nele, Maria Firmina dos Reis faz da escrita literária o palco da voz dos seus antepassados, onde os próprios sujeitos escravizados retratam, sob seus próprios pontos de vista, a questão da escravidão. A escrita de Maria Firmina dos Reis questiona a tradição escravocrata e patriarcal, marcada pela estigmatização e pela subalternização das comunidades afro-brasileiras e, consequentemente, por seu silenciamento durante séculos. Tendo em vista esses aspectos, a análise terá como pano de fundo a distinção desenvolvida por Paul Ricoeur em Do texto à ação: ensaios de hermenêutica (1989): o mundo do texto e o mundo da vida, assim como a discussão acerca da noção de mundo proposta por Antoine Compagnon em O demônio da teoria (2014).

Palavras-chave


Úrsula; Maria Firmina dos Reis; literatura afro-brasileira; mundo e ficção; autoria feminina

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DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n150550r

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.