A injunção social da maternagem e a violência

Maria Cristina Baluta, Dirceia Moreira

Resumo


Nos últimos séculos a mulher experimentou diversas conquistas relacionadas à sua forma de
ser e estar no mundo, se adaptando às conjunturas sociais, econômicas, intelectuais e políticas. Com essa ocupação espacial da mulher, a liberdade de agir e de se expressar ficou mais latente, desobrigando-a dos comportamentos sociais compulsórios. Entretanto, persistem as amarras com alguns padrões seculares, entre eles, o mito da maternagem, que há muito se vincula ao instinto natural de ser mãe. Na contramão dessa imposição social, o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil aponta que as crianças, vítimas de violência, também têm as próprias mães como algozes e que as filhas são as mais agredidas. Cuidar de quem cuida é a possibilidade salutar de intervenção nos lares onde a maternagem é situação e não vocação. Para a elaboração do artigo foi utilizado o método da investigação histórica-crítica-propositiva, amparado na pesquisa bibliográfica.


Palavras-chave


Mulher; Mãe; Maternagem; Violência; Prevenção

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n248990

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 Licença Creative Commons
A Revista Estudos Feministas está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional

 

Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.