Claudia nas décadas de 1970-1980. Feminismo, antifeminismo e a superação de um suposto passado radical

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n251203

Palavras-chave:

Revista Claudia, História do Feminismo, Antifeminismo

Resumo

Observando números da Revista Claudia publicados no Brasil entre 1970 e 1990, esse artigo
busca compreender, de um ponto de vista historiográfico, a proliferação de discursos antifeministas na publicação a partir da segunda metade da década de 1980. O antifeminismo como ideia corrente nunca abandonou totalmente a revista. Contudo, discursos de rejeição de um suposto passado radical do movimento foram difundidos na publicação no período, inclusive por mulheres diretamente associadas à história dos feminismos dessa geração, o que instigou o desenvolvimento desta análise. É, portanto, a partir dessa observação, com base em bibliografia de referência sobre a temática e em parte da produção impressa dos feminismos do período, que o artigo se constrói.

Biografia do Autor

Soraia Carolina de Mello, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Licenciada e bacharel em história, está engajada em pesquisas voltadas à história dos feminismos no Brasil e no Cone Sul desde 2005, com enfoque especial na temática do trabalho doméstico. É pesquisadora do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), também associada ao Instituto de Estudos de Gênero (IEG) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde vem atuando, além das atividades de pesquisa, em formação de professoras/es e capacitações na temática gênero. Publicou em 2011 livro, resultado de sua dissertação de mestrado, intitulado Trabalho doméstico: coisa de mulher? Debates feministas no Cone Sul (1970-1989). Defendeu tese em 2016 na área de concentração História Cultural, e atualmente é pós-doutoranda CAPES no projeto "Mulheres de luta: feminismo e esquerdas no Brasil (1964-1985)".

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Publicado

2019-09-05

Edição

Seção

Artigos