Luzes femininas: a felicidade segundo Madame du Châtelet

Paulo Jonas de Lima Piva, Fabiana Tamizari

Resumo


As luzes do Iluminismo francês consagradas por certa história da filosofia foramindubitavelmente as masculinas. As presenças de Voltaire, Rousseau e Diderot nas pesquisas enas obras sobre o período são quase absolutas. A finalidade deste artigo é explorar as Luzesfrancesas, particularmente, a questão ética da felicidade, pelo olhar de uma razão tão ilustradaquanto a de Voltaire, Rousseau ou Diderot, porém de saiotes e espartilho: o pensamento deÉmilie du Châtelet (1706-1749). Pouco conhecida pelo público brasileiro e menos estudadaainda pelos dix-huitièmistes locais, Madame du Châtelet, marquesa de berço, escreveu, porvolta de 1746, um Discurso sobre a felicidade. O exame de algumas das teses e propostaséticas contidas nesse opúsculo é uma oportunidade instigante para se entenderem um poucomelhor não só as Luzes francesas, mas, sobretudo, a sensibilidade e as angústias das mulheresde vanguarda da França pré-revolucionária.


Palavras-chave


Madame du Châtelet; Iluminismo; Felicidade; Mulher

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2012000300014

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.