Gênero e cultura material: a dimensão política dos artefatos cotidianos

Marinês Ribeiro dos Santos

Resumo


Neste ensaio, tenho como objetivo discutir as implicações políticas da cultura material no que concerne às relações de gênero. Tendo como principal referência o pensamento de Judith Butler, as reflexões apresentadas no texto buscam problematizar como os valores objetificados nos artefatos cotidianos contribuem para a naturalização de diferenças que justificam desigualdades. Implicados na afirmação de binarismos de gênero, os artefatos podem servir como recursos materiais para a constituição de corpos ajustados às noções de “mulherfeminina” e “homem-masculino”. Sendo assim, quero afirmar que o questionamento de visões hegemônicas quanto ao caráter naturalizado das clivagens de gênero, bem como da heterossexualidade como a ordem dominante do desejo, passa também pela reconfiguração das relações que temos com as materialidades que nos rodeiam.


Palavras-chave


Cultura Material; Relações de Gênero; Heteronormatividade; Design; Artefatos

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Rev. Estud. Fem., ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.