“Mulher é trem ruim”: a “cozinha” e o “sistema” em um povoado norte-mineiro

Ana Carneiro Cerqueira

Resumo


Neste artigo, mostra-se como, em um povoado no Sertão de Minas Gerais, as práticas
femininas de “mexida de cozinha” implicam um conhecimento específico sobre o corpo,
particularmente sobre o “sangue”, que é central para a vida social e cosmológica daquele
povo. Como sugere a expressão local “mexida de cozinha”, há, no preparo da comida e na
administração da casa, uma experiência diária de intervenção, por parte da mulher, sobre
interações vitais e transformadoras do corpo. Argumento que isto coloca em continuidade
processos sociais e fisiológicos, dando forma a um modelo nativo de “sistema social”.


Palavras-chave


Cozinha; Comida; Corpo; Sertão; Minas Gerais

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DOI: https://doi.org/10.1590/%25x

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.