Mulheres camponesas, discursos e práticas para outro desenvolvimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Gênero, Feminismo, Pós-colonialidade, Agricultura, Saúde

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre aspectos do discurso sobre o desenvolvimento
construído pelo Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), acessados por meio da análise
de documentos e da observação das práticas das mulheres participantes. A primeira parte do
texto trata dos diferentes discursos sobre mulheres e desenvolvimento, pontuando algumas das
principais mudanças ao longo das últimas décadas. A próxima seção analisa os principais
elementos que constroem o discurso sobre desenvolvimento do MMC, que se contrapõe aos
princípios norteadores propostos pelas agências de desenvolvimento. São analisadas, também,
as singularidades da proposta de um ‘feminismo camponês’ que conduz à problematização do
‘cuidado’ como categoria definidora do papel feminino nas transformações relacionadas ao
desenvolvimento, especialmente tomando as práticas que incidem sobre a agricultura e a
saúde.

Biografia do Autor

Adriana Samper Erice, Universidade Federal de Rio Grande do Sul

Licenciada em Biología pela Universidade Autónoma de Madri (UAM) e mestre em desenvolvimento rural pela Universidade Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS)

Flávia Charão Marques, Universidade Fedral de Rio Grande do Sul

Doutora em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil(2009)
Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Brasil

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Publicado

2017-05-25

Edição

Seção

Artigos