Silêncio e vergonha: contracepção de emergência em drogaria do Rio de Janeiro

Sabrina Pereira Paiva, Elaine Reis Brandão

Resumo


Esse artigo discute o processo de interação social estabelecido entre os/as
funcionários/as de drogaria e as consumidoras da contracepção de emergência/levonorgestrel
(CE). Trata-se de um estudo etnográfico realizado em drogaria da zona norte do município do
Rio de Janeiro, com trabalho de campo no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. São analisadas duas dimensões: - o silêncio e a vergonha que regem a comercialização da CE na drogaria; - a visão discriminatória dos balconistas sobre as consumidoras da CE. Nesta drogaria, a disseminação do uso da CE parece ter fortalecido certo tipo de “pânico moral” existente em torno de sexualidade juvenil feminina, especialmente das jovens pobres. O silêncio e a vergonha percebidos no balcão da drogaria, as classificações socioespaciais e morais que recaem sobre as consumidoras da CE reforçam a necessidade de ampliação do debate nacional sobre a garantia de acesso à CE, com vistas à ampliação dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.


Palavras-chave


Gênero; Direitos Sexuais e Reprodutivos; Anticoncepção de Emergência; Farmácia; Sexualidade

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DOI: https://doi.org/10.1590/%25x

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.