Intersetorialidade e ações de combate à violência contra a mulher

Rafael Lacerda Silveira Rocha, Vinicius Assis Couto, Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, Andrea Maria Silveira

Resumo


O artigo busca entender qual é a capacidade das redes construídas no âmbito da Lei Maria da Penha e do projeto Mulheres da Paz para lidar com as temáticas da violência de gênero. Para tanto, foram comparadas as percepções de atores-chave no que se refere aos arranjos intersetoriais advindos da Lei Maria da Penha no município de Belo Horizonte e das redes de proteção criadas através do projeto Mulheres da Paz, de Uberaba, bem como entrevistas semiestruturadas com os beneficiários dessas ações. Conclui-se que ambas as ações apresentam múltiplas dificuldades em se institucionalizarem como práticas intersetoriais e parcerias sólidas com outras organizações que atendem mulheres vítimas de violência, evidenciando que, apesar dos discursos acerca da participação e intersetorialidade, cada vez mais presentes nas ações e políticas de enfrentamento à violência, na prática essas ações tiveram pouca ressonância.


Palavras-chave


Violência de Gênero; Lei Maria da Penha; Mulheres da Paz; Intersetorialidade

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Rev. Estud. Fem., ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.