Memórias dos corpos sem órgãos nas duas Agdas, de Hilda Hilst

Autores

  • Jorge Alves Santana Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás/UFG

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Hilda Hilst, Transversalidades Psicossociais, Erotismo, Velhice

Resumo

“Alguém lhe toca, minha senhora? Ele disse isso.” É uma pergunta que move o conto Agda (1), de Hilda Hilst. A indagação é feita pelo médico de Agda, personagem um tanto deslocada psicossocialmente de sua rede interpessoal. Esse conto faz parte do livro Kadosh, no qual há outro conto com título idêntico, Agda (2). Hilda Hilst representará e expressará dois de seus temas culturais recorrentes: o corpo feminino envelhecendo e a preparação para a morte. As duas Agdas complementam-se nos enfrentamentos às formações discursivas excludentes que tentam submetê-las a subjetivações avessas aos seus desterritorializantes desejos. Em contexto socioestético, analisaremos os dois contos perspectivados por Michel FOUCAULT (2011; 2006a; 2006b; 2001) em relação aos cuidados de si e às tradições de preparação para a morte. Também abordaremos a produção do Corpo sem Órgãos (CsO) e seu corolário psicossocial pensado por Gilles DELEUZE e Félix GUATTARI (1995; 1996), entre outros referenciais sobre transversalidades subjetivas, erotismo, velhice e finitude.

Biografia do Autor

Jorge Alves Santana, Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás/UFG

Professor Associado III da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (UFG). Membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da FL/UFG. Pós-Doutor pelo Pós-Lit. da UFMG. Membro do GT de Literatura Comparada da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística - ANPOLL.

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Publicado

2018-08-13

Edição

Seção

Artigos