Direitos Humanos e a violência contra mulher: Caso Campo Algodonero

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Direitos Humanos, Direito das Mulheres, América Latina, Feminicídio

Resumo

O presente artigo busca analisar os direitos humanos com a lente do gênero. E para
isso volta ao passado com a finalidade explicar o desenvolvimento da sociedade de direitos e
dos direitos das mulheres. A análise parte da premissa de que os direitos humanos são produtos sociais e que, portanto, vão refletir e representar os valores e interesses da sociedade que os produziu, neste caso, da sociedade capitalista. Um dos valores dessa sociedade é o patriarcado e a ideia da superioridade do homem enquanto ator social frente às mulheres. Esse valor está representado, então, nos direitos humanos que, no entanto, têm como uma das suas características a universalidade, a ideia que todos são sujeitos de tais direitos independente de qualquer identidade. Portanto a letra jurídica na qual os direitos humanos foram cunhados afirma uma igualdade que não existe na prática, já que mulheres são violentadas e têm seus direitos violados todos os dias, além da desigualdade de gênero presente em todo o mundo. Como forma de exemplificar e materializar tal realidade é apresentado um caso da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Caso Campo Algodonero, primeiro caso da Corte a citar a possibilidade de feminicídio e no qual se mostra a vulnerabilidade da vida e da integridade das mulheres.

Biografia do Autor

Dandara de Paula, Universidade Federal do Rio de Janeiro

M. A. student in Ethnic and Racial Relations. She holds a B. A. in International Relations from the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ) and has done specialization studies in Race, Racism and Human Rights at the Institute for Human Rights and Public Policies of UFRJ. Her research interests include gender, human rights, and national and international public policies of inclusion.

Publicado

2018-11-28

Edição

Seção

Seção Especial