Fazendo diferenças: teorias sobre gênero, corpo e comportamento

Maria Teresa Citeli

Resumo


Desde o final do século XIX, quando Darwin publicou suas obras sobre evolução, muitas cientistas têm reagido adotando basicamente duas perspectivas: enquanto algumas negam o potencial das ciências biológicas para explicar arranjos sociais, outras reinterpretam estudos da Biologia sobre diferenças sexuais, admitindo que estes podem explicar comportamentos humanos e desigualdades sociais. Procurando entender de que maneira as diferenças sociais são atribuídas ao corpo humano, o presente trabalho discute vertentes teóricas da recente produção das ciências biológicas e das sociais que buscam afirmar ou negar a plausibilidade de teorias que invocam diferenças sexuais presumidamente localizadas no corpo (cérebro, genes e fisiologias masculina e feminina) para explicar possíveis variações das habilidades, capacidades, padrões cognitivos e sexualidade humanos. Registra ainda a repercussão de perspectivas essencialistas na agenda da mídia nacional e internacional.


Palavras-chave


ciência e gênero; determinismo biológico; mídia; sociologia do conhecimento científico

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2001000100007

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.