O grotesco como estratégia de afirmação da produção pictórica feminina

Autores

  • Giulia Crippa Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2003000100007

Palavras-chave:

modernismo, grotesco, mulheres artistas, gênero

Resumo

Uma proposta de leitura de gênero da produção artística feminina durante a fase do Modernismo através de elementos comuns entre artistas como Tarsila do Amaral, Frida Kahlo, Tamara de Lempicka e Georgia O’Keeffe, apesar da dimensão individual de cada uma, a partir da categoria de grotesco em sua definição estética. O grotesco, em sua expressão histórica e de gênero, aparenta ser um aspecto da linguagem comum utilizada pelas mulheres, em uma definição de estratégia voltada para um reconhecimento perante a crítica e o mercado. Se, de um lado, a tradição visual e decorativa remete a um ‘feminino idealizado’, potencialmente esperado, por outro, o grotesco, como meio de quebrar a realidade que se pretende racional e coerente, associado historicamente aos movimentos anticlássicos, fornece uma abertura para uma expressão sexuada e anticonformista das artistas.

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Publicado

2003-01-01

Edição

Seção

Artigos