Um filho quando eu quiser?: o caso da França contemporânea

Laurence Tain

Resumo


A livre escolha da maternidade e do momento de vivê-la foram reivindicações centrais e unânimes do movimento de mulheres nos anos 1970. Em uma primeira fase, esse embate foi amplamente acompanhado por profissionais da área médica, com a difusão de práticas medicalizadas de contracepção e de aborto. Em contrapartida, as tecnologias reprodutivas que permitem adiar a idade da maternidade foram acolhidas com controvérsias pelas feministas: será que essa medicalização da procriação contribuiria para libertar as mulheres dos limites cronológicos ou, pelo contrário, as confinaria a um destino maternal? É essa questão que esse artigo pretende esclarecer, a partir da experiência social da fecundação in vitro nas duas últimas décadas, sobretudo a realizada em um hospital francês.


Palavras-chave


maternidade; procriação; técnicas reprodutivas; fecundação in vitro

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2005000100004

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.