“Mulher-raça”: a reprodução da nação em Gabriela Mistral

Licia Fiol-Matta

Resumo


O artigo desmascara a posição pública assumida por Gabriela Mistral como defensora dos povos indígenas, argumentando que no âmbito privado sua posição foi absolutamente oposta a qualquer afirmação sexual pública não-normativa. A autora sugere três operações críticas para a leitura da obra de Mistral sobre o sujeito da “raça” latino-americana: a recusa da negritude (Mistral reage a ela com ansiedade, sexualização e patologização, ou seja, com atitudes brancas estereotipadas), a cumplicidade da linguagem da diversidade com as práticas do pensamento supremacista branco (evidenciada em sua correspondência) e o papel da queerness no nacionalismo racializado de Mistral (sua atitude queer acabou ajudando a aprimorar a heteronormatividade e o projeto racial latino-americanista).


Palavras-chave


Gabriela Mistral; queer; normatividade sexual; raça; povos indígenas

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X200500020003

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.