A semiótica de um enterro prematuro: o feminismo em uma era pós-feminista

Autores

  • Mary Hawkesworth Rutgers University

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2006000300010

Palavras-chave:

pós-feminismo, narrativas de enterro, práticas de enterro, corpo do feminismo, Antígona

Resumo

Neste artigo, exploro as representações da morte do feminismo para compreender os significados maiores que cercam as declarações do fim simbólico do feminismo. Começarei investigando dois mecanismos pelos quais a morte do feminismo é produzida para expor os valores implícitos dos tanatófilos do feminismo. Depois considerarei versões rivais dos “signos da morte”, de forma a explorar como as suposições peculiares sobre a ontologia do feminismo estão presas a formas específicas de morte metafórica. Dado o tipo particular de distorção implicada no enterro prematuro de um feminismo global florescente, a seção final do artigo situa o contemporâneo dobrar dos sinos pela morte do feminismo no contexto de uma história gendrada de práticas de enterro em vida. Através da escavação e da interpretação de tais práticas arcaicas, relacionarei o enterro retórico do feminismo contemporâneo a um esforço contínuo para minar as lutas feministas por justiça social.

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Publicado

2006-09-11

Edição

Seção

Seção Temática