O ABORTO, UMA CONDIÇÃO PARA A EMANCIPAÇÃO FEMININA

Michèle Ferrand

Resumo


Na França, o atraso com relação a outros países ocidentais sobre a liberalização do controle de nascimentos se explica pela existência de um natalismo de Estado. A contracepção foi autorizada somente em 1967, com muitas restrições. Os eventos de maio de 68 e, sobretudo, a ascenção do feminismo conseguiram impor uma liberalização maior, que permitiu às mulheres, em 1975, o direito de solicitar um aborto nas primeiras dez semanas de gravidez. A autora, socióloga, participou ativamente do movimento de mulheres. Paralelamente, ela escolheu o aborto como tema de pesquisa. É sua trajetória, por meio das diferentes etapas da liberação, mas também os problemas sociológicos e políticos que ela pôde identificar objeto deste artigo, assim como a apresentação dos principais resultados de pesquisa.


Palavras-chave


Feminismo; Aborto; Contracepção; Direitos reprodutivos

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2008000200020

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.