Era uma vez uma princesa e um príncipe...: representações de gênero nas narrativas de crianças

Autores

  • Constantina Xavier Filha Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000200019

Palavras-chave:

Representações de Gênero, Pesquisa com Crianças, Gênero

Resumo

As representações de gênero sobre o universo dos contos de fadas foram apreendidas em momentos de pesquisa-ação com crianças em uma escola pública em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. A pesquisa faz parte de estudo mais amplo, com apoio do CNPq, que apresenta dois eixos teórico-metodológicos: a pesquisa bibliográfica com a coleta, a seleção e a análise de livros infantis com as temáticas da sexualidade, gênero e diversidades; e a pesquisa-ação com crianças e adolescentes. Nesta segunda perspectiva, priorizaram-se discussões a partir de produção textual (escrita e ilustrativa) aliada à leitura e à discussão de livros para a infância coletados no primeiro eixo da investigação. No presente texto, apresento alguns dados do segundo eixo. Nele, buscamos entender como as crianças constroem representações de gênero a partir da descrição física e comportamental de princesas e príncipes dos contos de fadas clássicos. Observamos que suas representações são ligadas ao que socialmente e em termos hegemônicos é considerado ideal de masculinidade e feminilidade. Algumas resistências são observadas na produção textual dos meninos. As meninas parecem mais conformadas aos ditames de gênero, considerados como a possibilidade ideal e desejável para a sua constituição identitária.

Biografia do Autor

Constantina Xavier Filha, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Professora doutora em Educação pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP), atua na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) como docente no Departamento de Educação e no Mestrado em Educação Social (CPAN/UFMS). Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidades, Educação e Gênero (GEPSEX) e é vice-coordenadora do GT 23 “Gênero, Sexualidade e Educação” da ANPED.

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Publicado

2011-01-01

Edição

Seção

Dossiê