Teatro infantil, gênero e Direitos Humanos: um olhar crítico sobre as peças Felizardo e O menino Teresa

Autores

  • Jorge Knijnik University of Western Sydney

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300007

Palavras-chave:

Teatro, Infância, Gênero, Educação, Direitos Humanos

Resumo

A cultura infantil está cada vez mais permeada por um cotidiano generificado, isto é, a maior parte dos processos e produtos culturais possui conteúdos nos quais a questão de gênero é tratada, insistentemente, de forma binária e, consequentemente, excludente. O objetivo deste trabalho, assim, foi estudar o teatro infantil de Marcelo Romagnoli e da Banda Mirim, cujas peças possuem uma proposta de desmontar e questionar os estereótipos que dicotomizam a vida de meninos e meninas. Assistindo às encenações de Felizardo e de O menino Teresa, e analisando o conteúdo dos textos das peças, concluiu-se que as personagens propõem um modelo para meninas e meninos que está na contramão da cultura padronizada e oficial, estimulando novas relações sociais de gênero entre as crianças, contribuindo desse modo para a consecução dos “objetivos do milênio” propostos pela ONU e encampados pelo Brasil, sobretudo no que tange à igualdade entre os sexos.

Biografia do Autor

Jorge Knijnik, University of Western Sydney

É docente na School of Education, University of Western Sydney, onde também é pesquisador do Centre for Educational Research. Possui licenciatura em Educação Física e doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). É autor de A mulher brasileira e o esporte: seu corpo e sua história (Ed. Mackenzie); de Handebol, da coleção Agôn – o Espírito do Esporte (Ed. Odysseus); autor e organizador de Meninas e meninos na Educação Física – gênero e corporeidade no século XXI (Ed. Fontoura); e de Gênero e esporte – masculinidades e feminilidades (Ed. Apicuri).

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Publicado

2012-03-14

Edição

Seção

Artigos