“Minha mãe ficou amarga”: expectativas de performances de maternidade negociadas na fala-em-interação

Autores

  • Mariléia Sell Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2012000100009

Palavras-chave:

Fala-em-interação, Linguagem, Identidades, Gênero, Maternidade

Resumo

A concepção de identidade pós-estruturalista, em uma perspectiva etnometodológica, trouxe profundas mudanças na maneira como se estabelecem as relações entre gênero e linguagem. Gênero passa a ser entendido como uma construção social que precisa ser (re)negociada a cada nova interação e, por não existir fora do discurso, não tem um status fixo e estável. Para entender como as identidades de gênero são interacionalmente negociadas, e aqui especificamente os aspectos relacionados à maternidade, apresento a importância da Análise da Conversa, através da análise qualitativa de interações naturalísticas entre uma psicóloga e candidatos/as à vasectomia e à laqueadura, em um posto de saúde do SUS, na região Sul do Brasil. O que mostro, através da análise de três excertos, é que pequenas fissuras nas performances de maternidade fazem colidir a noção de uma maternidade estável, o que nos dá uma ideia prática do conceito de agentividade.

Biografia do Autor

Mariléia Sell, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

É mestre em Linguística Aplicada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e doutoranda na mesma universidade. Atua como professora e tem desenvolvido pesquisas sobre linguagem e gênero no contexto das consultas terapêuticas. Atualmente investiga as narrativas sobre abuso sexual infantil, na perspectiva da Análise da Conversa e da Sociolinguística Internacional.

Downloads

Publicado

2012-05-24

Edição

Seção

Artigos