“Os deuses não ficarão escandalizados”: ascendências e reminiscências de femininos subversivos no sagrado

Mariana Leal de Barros

Resumo


Dois mil anos de processo civilizatório conferiram uma cisão no corpo feminino: assantas e as putas. Não parece novidade, no entanto, pensar que essa paridade responda maisa uma necessidade masculina do que às maneiras pelas quais as mulheres se apresentam.Partindo de bibliografia que discute imagens recalcadas de femininos “ativos” e eróticos nosagrado, este artigo busca refletir a respeito de possíveis ascendências dos cultos de pombagira,entidade espiritual umbandista. Distante do doce e passivo, a pombagira emana poder,inteligência, beleza e sexo, mas paradoxalmente se presentifica no espaço sagrado e é cultuadacom destaque por seus fiéis. Nesse sentido, busca-se discutir como o culto dessas entidadesespirituais parece performatizar algo de arcaico, possivelmente resistente ao recalque e ànormatização.


Palavras-chave


Gênero; Feminino e Sagrado; Mulher; Umbanda; Divindade

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2013000200005

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.