Círculos viciosos: intersecções de gênero e espécie em A Fonte da Vida, de Darren Aronofsky

Autores

  • Rodolfo Piskorski Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2013000300017

Resumo

O filme de Darren Aronofsky, A Fonte da Vida (The Fountain, 2006), se oferece a uma leitura produtiva das formas em que discursos de opressão se interseccionam ao serem codificados cinemática e/ou ideologicamente. Este artigo analisa as diferenças de gênero, espécie e raça/etnia no filme e o modo em que são constitutivamente articuladas para possibilitar a “imanência” do Outro em cada um desses discursos, produzindo assim o sujeito “transcendental”. Parto de uma compreensão filosófica do papel essencial da diferença de espécie (e do privilégio do status do humano) na constituição interseccional de outros vetores de diferença, como o gênero, o sexo, a raça e a etnia. Articulo, enfim, esse modo amplo de abordagem interseccional com uma discussão da relação com a morte que é supostamente exclusivamente humana e que permite que a humanidade seja construída como oposta à animalidade.

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Publicado

2013-09-15

Edição

Seção

Artigos Temáticos