Análise etnográfica e discursiva das relações entre Estado e mulheres indígenas encarceradas no MS

Simone Becker, Livia Estevão Marchetti

Resumo


No presente artigo imergimos em enunciados que compõem “aldeias arquivos” (BECKER et al, 2013) de condenações criminais de mulheres indígenas sul mato-grossenses. A partir da análise de discurso (foucaultiana) e etnográfica suscitamos as seguintes sugestões conclusivas: (1ª) estreitamento teórico e prático entre a situação de confinamento (BRAND, 1997) e aprisionamento (FOUCAULT, 2003); e (2ª) as “violências das representações” (BUTLER, 2004) (re)produzidas pelos discursos jurídicos tendem a se potencializar quando na teia do sistema criminal caem as mulheres indígenas, ora pela questão de gênero, ora pela questão étnica.


Palavras-chave


Encarceramento; indígenas MS – violências estruturais

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DOI: https://doi.org/10.5007/2178-4582.2013v47n1p81

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R. Ci. Hum. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, ISSNe 2178-4582

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