Análise dos repertórios comportamentais de crianças em função do gênero e da faixa etária

Autores

  • Sheyla Christine Santos Fernandes Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia
  • Jessica Prazeres Ballesteros Moura Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia
  • Mirella Rodrigues Nobre Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia
  • Tatiany Alves de Melo Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia

DOI:

https://doi.org/10.5007/2178-4582.2017v51n2p405

Palavras-chave:

Crianças, Normas sociais, Favoritismo grupal, Gênero

Resumo

Crianças passam por construções sociais desde o nascimento que interferem de forma global no desenvolvimento. É comum seu agrupamento em categorias pré-estabelecidas socialmente, sendo uma delas o sexo, o que pode reforçar preconceitos e estereótipos de gênero. A presente pesquisa objetivou analisar os repertórios de comportamento em função do gênero e da faixa etária. Participaram do estudo 40 crianças, de 5 a 10 anos (média=7,68; DP=1,53), submetidas a uma manipulação experimental e subsequente inquérito sobre favoritismo grupal. Os resultados demonstraram que meninos acima de 7 anos não apresentaram favoritismo endogrupal, e os demais apresentaram aumento dos níveis de favoritismo endogrupal na ausência da norma social aplicada. As meninas, independente da idade e da condição favoreceram o próprio grupo ou apresentaram distribuições igualitárias. A internalização das normas sociais e a capacidade de geri-las em função de um contexto é uma possível responsável pela manifestação do favoritismo endogrupal. 

Biografia do Autor

Sheyla Christine Santos Fernandes, Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia

Doutorado em psicologia social pela UFBA, docente do curso de Pós-Graduaçao e Graduação em Psicologia da UFAL

Jessica Prazeres Ballesteros Moura, Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas

 

Mirella Rodrigues Nobre, Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas

 

Tatiany Alves de Melo, Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Psicologia

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de Alagoas

 

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Publicado

2017-12-22

Edição

Seção

Artigos