Envelhecimento ativo: a produção contemporânea de corpos idosos assujeitados

Autores

  • Rachel Cohen Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil
  • Cristianne Maria Famer Rocha Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/2178-4582.2019.e42632

Palavras-chave:

Envelhecimento, Envelhecimento ativo, Saúde do idoso

Resumo

Nos últimos anos, o envelhecimento populacional tornou-se um tema em ascensão, compondo discussões nas áreas política, social, econômica e cultural. Com isto, percebe-se a alta freqüência com que certos termos vêm sendo utilizados, muitas vezes desacompanhados de maiores reflexões sobre esta utilização e o significo dos mesmos. Entre eles, o Envelhecimento Ativo passa a receber cada vez mais destaque nas agendas, ganhando força com a publicação da Política de Envelhecimento Ativo pela Organização Mundial da Saúde.  O presente artigo propõe-se a analisar e problematizar a utilização da expressão, assim como os discursos e saberes contidos na Política do Envelhecimento Ativo, na tentativa de compreender que interesses podem estar atrás destas orientações sobre o envelhecer nos dias de hoje.

Biografia do Autor

Rachel Cohen, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil

Psicóloga, mestranda no Programa de Pós-Graduação de Saúde Coletiva, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rachel.cohen@22c.com.br 

Cristianne Maria Famer Rocha, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, junto ao Bacharelado em Saúde Coletiva e ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.

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Publicado

2019-12-15

Edição

Seção

Artigos