Relações de gênero e violência nos seringais do Alto Jurui - Acre (1870-1945)

Cristina Scheib Wolff

Resumo


Este texto procura analisar as relações entre violência e gênero na sociedade dos seringais do Alto Juruá, Acre. Esta sociedade era atravessada pela violência em praticamente todos os níveis de relações sociais. A violência física era uma característica da autoridade, do controle, mas também da resistência e da revolta: assumia o papel de uma linguagem, utilizada entre patrão e seringueiro, entre patrão e "regatão" (comerciante ambulante), entre homens e mulheres, adultos e crianças, e também horizontalmente. Por outro lado, o monopólio da violência era reivindicado pelo estado que se instalou na regido a partir de 1904, especialmente através da ação judicial e policial. A análise de processos judiciais parece indicar que, em grande parte dos casos que chegaram a constituir processos, violência e papéis de gênero estavam relacionados, afinal, as relações de gênero são relações de poder e a violência liga-se, conforme Hanna Arendt, com vantagem ao poder.

Palavras-chave


Violência; Relações de gênero; Amazônia; Seringais.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x

Direitos autorais 1997 Cristina Scheib Wolff

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