Por entre frisos verbais: um percurso ao longo dos Homeóstatos de José-Alberto Marques

Autores

  • Daniela Côrtes Maduro Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-9288.2016v12n1p27

Palavras-chave:

Homeóstatos, José-Alberto Marques, Poesia Experimental Portuguesa, Autorreflexividade

Resumo

A série Homeóstatos, criada por José-Alberto Marques (1939-) em 1965 e publicada na revista Operação 1 em 1967, é constituída por nove poemas visuais. Letras derramadas sobre a folha formam um conjunto de frisos verbais que atravessam as páginas desta série. O presente ensaio pretende desenhar um percurso ao longo desses poemas. Pretende ainda descrever esta obra como um organismo e, desta forma, contrariar a noção de uma página de papel como uma superfície estável e delimitada.

Biografia do Autor

Daniela Côrtes Maduro, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal

Nasceu no Porto mas foi em Chaves que sempre viveu, até ingressar na Universidade de Coimbra. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante Estudos Ingleses e Alemães (2004). Após finalizar o Estágio Pedagógico (2005), frequentou o mestrado em Estudos Anglo-Americanos na Universidade de Coimbra. Este culminou com a defesa da tese Uma criatura feita de bits: ilusão e materialidade na hiperficção Patchwork Girl de Shelley Jackson (2009). Foi docente no ensino básico, no ensino secundário e ministrou cursos de formação. Recebeu uma bolsa individual da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e finalizou o doutoramento em Materialidades da Literatura (Universidade de Coimbra) com a tese Imersão e Interactividade na ficção digital (2014).

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Publicado

2016-09-05

Edição

Seção

Artigos