Poesia e Tecnologia: apontamentos sobre a criação de sentido para o homem na contemporaneidade

Cristiano de Sales

Resumo


Ensaiamos aqui a aproximação de três autores para mostrar que a convivência da poesia com a tecnologia pode ser uma chave de compreensão acerca do homem contemporâneo. Octavio Paz ofereceu duas intuições: 1) a poesia é um tempo-espaço de contradição do homem com o mundo e 2) temos de descortinar os signos em volta para não deixarmos de elaborar imagens para o tempo vivido e para o tempo por-ser-vivido. De Merleau-Ponty interessa-nos a noção de tempo como matriz de sentidos, onde o vivido e o por-ser-vivido ressignificam-se a todo novo fenômeno. De Giorgio Agamben assumimos a noção de ser contemporâneo; para o filósofo italiano, este se revela na percepção e desestabilização dos limites do dispositivo do tempo através de esgarçamentos dialéticos. O estudioso que nos permiti articular essa aproximação é o professor e filósofo norte americano Don Ihde. Leitor de Merleau-Ponty, ele elaborou uma fenomenologia da tecnologia. Nosso intuito com este texto é colocar a poesia no centro dessa fenomenologia que não mais faz do que tentar compreender algo no comportamento do homem contemporâneo.


Palavras-chave


Poesia; Tecnologia; Homem Contemporâneo

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Referências


AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? Tradução Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó: Argos, 2009.

IHDE, Don. Technologt and the lifeworld. Indiana : Indiana University Press, 1990.

MERLEAU-PONTY. Maurice. Phénoménologie de la Perception. Paris: Galimard, 2008.

Mirian P. S. Zippin Grinspun (org.). Educação tecnológica : desafios e perspectivas . 3. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Cortez, 2009.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim (Corpo de Baile). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.




DOI: https://doi.org/10.5007/1807-9288.2018v14n1p26



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