Literatura e ciência no ensaio “cibernética e fantasmas” de Italo Calvino

Autores

  • Vanina Carrara Sigrist UNICAMP / CNPq

DOI:

https://doi.org/10.5007/2176-8552.2011n12p45

Palavras-chave:

Italo Calvino, Ciência, Máquina, Mito, Leitor

Resumo

Nossa questão principal é pensar as convergências e divergências entre literatura e ciência na obra de Italo Calvino, um escritor que, questionando-se sobre as novas direções dos diversos campos do conhecimento no século XX, após a falência de seus paradigmas conceituais e metodológicos, dedicou-se à leitura de estudos e teorias que recobrem uma variedade ampla de disciplinas científicas. Seu ensaio “Cibernética e fantasmas” funciona como importante ponto de partida para problematizar tal relação, uma vez que apresenta os elementos mínimos do debate: a literatura como máquina combinatória e como extrapolação mítica da linguagem, o autor como pluralidade de “eus” que coordenam a máquina e o leitor como seu fantasma. Assim, Calvino parece
desfazer a visão mais cristalizada de que a literatura seria território exclusivo da expressão subjetiva do autor, e de que a ciência se basearia em procedimentos de precisão e rigor, transmitidos por uma linguagem também exata e fechada.

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Publicado

2011-01-01

Edição

Seção

Artigos