Nervuras do neutro: Clarice Lispector e Maria Bonomi

Artur de Vargas Giorgi

Resumo


Em 1978, Roland Barthes ministrou no Collège de France o curso O Neutro, com o qual propôs a leitura de figuras que fossem capazes de burlar as estruturas paradigmáticas, opositivas, das instâncias do discurso. Alguns trabalhos de Clarice Lispector (sobretudo seus livros Água viva, de 1973, e Um sopro de vida, póstumo, de 1978) e de Maria Bonomi são lidos aqui como figuras em que há Neutro, ou seja, como inflexões em que as oposições disjuntivas (e a autonomia) entre linguagens ou “formas de arte” são suspensas. Clarice Lispector grava ou pinta seus escritos. Maria Bonomi escreve suas gravuras.


Palavras-chave


Clarice Lispector; Maria Bonomi; Neutro

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DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2011nesp2p79



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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