A performance da voz e a subjetividade na poesia contemporânea

Olliver Mariano Rosa e Goiandira Ortiz de Camargo

Resumo


Neste artigo, tratamos da relação que se estabelece entre o sujeito leitor e a subjetividade configurada no poema contemporâneo. Para isso, consideramos a performance vocal como instrumento de compreensão do texto poético, a despeito de hoje preponderar o uso do suporte impresso para sua publicação. Acreditamos que, na medida em que a feitura do poema implica a manipulação da materialidade sonora da palavra, a sua leitura precisa recorrer à escuta de uma voz, ainda que apenas como virtualidade. Constatamos, no entanto, que a realização vocal não dá a conhecer apenas o ritmo, o andamento e a entoação do verso; por meio dela, evidencia-se a presença da subjetividade que se manifesta na composição lírica. Nesse ponto, torna-se importante a observação de que a poesia abriga no mundo contemporâneo uma diversidade de configurações dadas por um sujeito criador múltiplo. Considerando isso, tomamos para estudo poemas de poetas contemporâneos, três portugueses, Fiama Hasse Pais Brandão, Ana Luísa Amaral e Manuel de Freitas, e três brasileiros, Francisco Alvim, Neide Archanjo e Claudia Roquette-Pinto. Com base na leitura desses poemas, propomos uma classificação das diferentes ocorrências do princípio subjetivo. Verificamos, por fim, de que forma a performance da voz entra em jogo com essas ocorrências.

OBS: Olliver Mariano Rosa é bolsista do CNPq.


Palavras-chave


Poesia contemporânea; Leitura; Performance; Voz

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DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2013n15p205



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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