Blanchot e o canto das sereias: uma alegoria da literatura

Angelo de Oliveira

Resumo


Estre trabalho realiza uma análise da literatura a partir da alegoria que Maurice Blanchot utiliza em seu O livro por vir: o canto das sereias. Em sua alegoria, o teórico retoma o episódio de Homero em que Ulisses ouve o canto dos seres sobrenaturais e sobrevive. Todo escritor, para Blanchot, repetiria o feito do personagem homérico, uma vez que, no ato de criação, ele seria movido por uma força que não compreende, uma força que move a literatura. Essa força recebe a denominação, dentre outras, de fala errante. Segundo Blanchot, essa fala duelaria com a razão e as normas que o escritor conhece. Desse embate nasce a literatura, como fruto de uma região fronteiriça, como algo que está sempre aquém e apontando sempre para além. Nesta alegoria, Blanchot reúne grande parte do pensamento que desenvolveria mais tarde em outras de suas obras, que também servem de base teórica a este escrito, tais como O espaço literário e A conversa infinita. Também é utilizado o famoso ensaio anterior a O livro por vir, “A literatura e o direito à morte”. Outros estudiosos são utilizados para reforçar o pensamento blanchotiano, tais como Barthes (2004, 2007) e Heidegger (s.d., 2008).


Palavras-chave


Literatura; Maurice Blanchot; escrita

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DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2015n18p139



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

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