A escrita na sua toca: Notas para uma etologia do animal literário

Eduardo Pellejero

Resumo


Em 1947, Julio Cortázar afirmava que a literatura é um recinto fechado, com os seus princípios e os seus fins, mas ao mesmo tempo, no seu âmbito, tem lugar uma busca extralivresca. Alguns anos mais tarde, Maurice Blanchot praticava uma reformulação da questão que a literatura é para si, e encontrava novamente o ponto de partida da sua investigação no gesto, ao mesmo tempo de um desespero total e de um otimismo sem limites, do recolhimento radical ao qual se encontra associado o espaço literário. O presente artigo pretende interrogar essa singular ideia da literatura estabelecendo um diálogo possível entre a obra crítica de ambos os autores.


Palavras-chave


Julio Cortázar; Maurice Blanchot; literatura; solidão; existência

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/2176-8552.2015n18p215



outra travessia, eISSN 2176-8552, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

CC-by-NC icon
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.