A desesperada (in)ternura da noite e a impossibilidade de amar em Os cus de Judas, de Antônio Lobo Antunes

Autores

  • Natasha Otsuka UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.5007/2176-8552.2015n18p269

Palavras-chave:

António Lobo Antunes, noite, Maurice Blanchot, Os Cus de Judas

Resumo

O presente artigo dialoga os conceitos blanchotianos de noite – primeira noite e outra noite – e a caracterização do aspecto noturno na narrativa Os Cus de Judas, do escritor português António Lobo Antunes. O protagonista narra seu percurso por Lisboa em uma noite ao lado de uma interlocutora. A noite na obra guarda não somente o espaço do discurso, mas também estabelece uma significação com o próprio estado do personagem. Além das considerações sobre a noite, foram apresentados nesse artigo os conceitos de sono e de morte do teórico francês Maurice Blanchot como uma forma de complementar a análise do romance.

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Publicado

2014-06-17

Edição

Seção

Blanchot afora