Estratégias de Racionalização da Corrupção nas Organizações: Uma Análise das Declarações de Acusados em Casos de Corrupção no Brasil

Autores

  • Luiz Romeu de Freitas Júnior Universidade Federal de Uberlândia - UFU Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG.
  • Cintia Rodrigues de Oliveira Medeiros Universidade Federal de Uberlândia - UFU

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8077.2018v20n50p8

Resumo

Escândalos de corrupção envolvendo as diferentes esferas do poder público, assim como o poder privado, têm se tornado comum nos meios de comunicação.  Além dos impactos políticos e socioeconômicos da corrupção, uma questão relevante para os estudos sobre o tema se refere a sua racionalização.  Nesta pesquisa, nosso objetivo é explorar as justificativas para participação em esquemas de corrupção apresentadas por denunciados como forma de racionalização de seu envolvimento. Para isso, conduzimos uma pesquisa qualitativa com base intrepretativista, analisando o conteúdo de dez entrevistas concedidas por envolvidos em escândalos de corrupção no Brasil, nos anos de 2013 a 2016. A análise apontou certa similaridade no discurso utilizado pelos envolvidos, permitindo a constatação de categorias nas quais estes se enquadram (negação de responsabilidade, a negação de dano, as ponderações sociais, a negação do ato, a metáfora do equilíbrio e a postura cínica). Os resultados apontam que a partir de um questionamento, cada um dos envolvidos expõe sua versão do fato criando pontos em comum em seus discursos, que parecem surgir como resultado das interações e articulações sociais que os envolvem, contribuindo para um cenário favorável à perpetuação de corrupção nas organizações. A contribuição teórica desta pesquisa para os estudos organizacionais está em compreender a racionalização dos indivíduos para a perpetuação de um fenômeno não raro nas organizações, porém, ainda pouco explorado.

Biografia do Autor

Luiz Romeu de Freitas Júnior, Universidade Federal de Uberlândia - UFU Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG.

É aluno do Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Gestão e Negócios da Universidade Federal de Uberlândia.Atua como Técnico Administrativo no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG.

Cintia Rodrigues de Oliveira Medeiros, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Doutora em Administração pela Fundação Getulio Vargas - EAESP - linha de pesquisa Estudos Organizacionais, Mestre em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia - linha de pesquisa Estratégia e Mudança Organizacional (2008). Mestrado em Administração pelo Centro Universitário de Franca (2002) - linha de pesquisa Gestão Empresarial. Professora Ajunta II dos cursos de Graduação e Pós- Graduação da Faculdade de Gestão e Negócios da Universidade Federal de Uberlândia e Líder do Grupo de Estudos em Culturas, Organizações e Sociedade.

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Publicado

2018-04-29

Edição

Seção

Artigos