A questão da liberdade nos processos de reforma psiquiátrica Italiana: entre a resistência e os modos de governo liberal

Autores

  • Arthur Arruda Leal Ferreira
  • Karina Lopes Padilha
  • Miriam Starosky

DOI:

https://doi.org/10.5007/cbsm.v4i10.68752

Resumo

A partir do trabalho genealógico de Foucault sobre as práticas de governo, entendidas como formas de condução da conduta alheia, abre-se um campo possível para o estudo do surgimento e das transformações dos saberes psicológicos e psiquiátricos. Aqui teríamos dois marcos: 1) no século XVI, surgem técnicas de governo baseadas no disciplinamento, o “Estado de polícia”; e 2) no século XVIII novas tecnologias de governo em referências liberais. Neste último marco, a psicologia passa a ter especial importância no século XX, atuando especificamente em sociedades democráticas. Não somente através da disciplinarização dos indivíduos, mas principalmente através da liberdade e da atividade destes. Nosso objetivo é avaliar as práticas e conceitos de cidadania e liberdade no contexto de alguns processos de Reforma Psiquiátrica, especialmente a italiana e a brasileira. Para tal, sustentamos a hipótese de que co-existem neste campo não apenas os antigos dispositivos disciplinares e a resistência a estes, mas modos liberais de gestão. 

Downloads

Publicado

2013-06-11

Como Citar

FERREIRA, Arthur Arruda Leal; PADILHA, Karina Lopes; STAROSKY, Miriam. A questão da liberdade nos processos de reforma psiquiátrica Italiana: entre a resistência e os modos de governo liberal. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 4, n. 10, p. 12–29, 2013. DOI: 10.5007/cbsm.v4i10.68752. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/68752. Acesso em: 1 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos originais