Plano pessoal de ação para bem-estar e Recovery: Experimentando o "WRAP" no Brasil

Autores

  • Tânia Maris Grigolo Tânia Maris GrigoloDoutora em Psicologia Clínica e Cultura (Universidade de Brasília-UnB),Professora do Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (CESUSC) e do Mestrado em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da UFSC.
  • Silvana Alvim Silvana Alvim Economista - Universidade Federal da Bahia Mestre em Psicologia - Universidade Federal da Bahia Recovery Coach - Recovery Innovations of Arizona/EUA.Facilitadora WRAP em formação pela Copeland Center/ EUA e Pameijer/ Holanda.
  • Carolina Seibel Chassot Carolina Seibel Chassot Psicóloga, especialista em Saúde da Família e Comunidade, mestre em Saúde Coletiva com ênfase em Ciências Humanas (Universidade de Évora/ École des Hautes Études en Sciences Sociales), doutoranda em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Virginia Vianna Silveira da Silva Graduanda em Psicologia (CESUSC);

Palavras-chave:

Recovery, Saúde Mental, WRAP, Bem-estar, Metodologias, Usuários.

Resumo

Este artigo apresenta os resultados preliminares de um projeto piloto que buscou implementar e avaliar a metodologia WRAP – Plano Pessoal de Ação para o Bem-estar e Recovery no Brasil. Trata-se de uma proposta desenvolvida por usuários de serviços de saúde mental nos Estados Unidos, já disseminada e com bons resultados em diversos países. Nessa primeira aproximação, identificamos que o WRAP pode ser uma ferramenta potente no contexto brasileiro, podendo atuar como um dispositivo reflexivo e prático de cuidado de si e de busca do bem-estar através de pequenas ações cotidianas. Alertamos para a importância de que seja utilizado de forma sensível aos contextos culturais, educacionais e socioeconômicos específicos. Da mesma forma, não deve ser pensado de maneira utilitarista como uma ferramenta isolada, mas inserido em uma transformação mais ampla de lógicas hierárquicas que atravessam os serviços de atenção psicossocial e asociedade de maneira geral. Dessa forma, ele insere-se dentro da proposta de recovery em seu entendimento mais amplo, dialogando também com a proposta de desinstitucionalização da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

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Publicado

2017-04-04

Como Citar

GRIGOLO, T. M.; ALVIM, S.; CHASSOT, C. S.; SILVA, V. V. S. da. Plano pessoal de ação para bem-estar e Recovery: Experimentando o "WRAP" no Brasil. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 9, n. 21, p. 300-320, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/69552. Acesso em: 28 nov. 2021.

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