Risco idiossincrático e estrutura de propriedade: a possibilidade de diversificação explicada pela concentração de propriedade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8069.2019v16n41p117

Palavras-chave:

Risco idiossincrático, Concentração de propriedade, Governança corporativa, Free float

Resumo

A pesquisa tem como objetivo analisar a relação do risco idiossincrático e a concentração de propriedade. Foram utilizados os modelos de 3-Fatores de Fama e French (1993), dados em painel e regressão quantílica. A amostra de pesquisa englobou as empresas do IBrX-100, entre 2011 a 2015. Os resultados não comprovam a relação entre a concentração de propriedade e o risco idiossincrático pelo modelo de dados em painel, no entanto na regressão quantílica foi encontrada relação inversa entre o free float e o risco, indicando que empresas com maior percentual de ações em free float possuem menor risco idiossincrático. Além destes achados o tamanho e o pagamento de dividendos também apresentaram relação significativa com o risco. O estudo contribui para a área de pesquisa ao examinar a relação entre estrutura de propriedade e risco idiossincrático, visto que o conhecimento deste risco específico auxilia nas decisões de investimento relacionadas aos riscos.

Biografia do Autor

Alyne Cecilia Serpa Ganz, Professora na Sociedade Educacional de Santa Catarina (UNISOCIESC)

Mestre em Ciências Contábeis na Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Moacir Manoel Rodrigues Junior, Professor na Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Doutor em Métodos Numéricos em Engenharia na Universidade Federal do Paraná (UFPR)

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2019-12-31

Edição

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Artigos