O oportunismo pré-eleitoral ao nível das despesas públicas compensa na busca pela reeleição nos municípios catarinenses no século XXI?

Jonatan Lautenschlage

Resumo


Da construção de estradas a aumentos dos salários dos funcionários públicos, passando por reduções nos impostos no período que antecede as eleições, as manipulações orçamentais em anos eleitorais são um fenómeno observado em diversas nações, estados e municípios em todo o mundo. Muitos políticos acreditam que ao aumentarem as despesas no ano das eleições e durante o mandato, conseguirão aumentar as suas chances de obter um novo mandato. Mas será que isso realmente ocorre em Santa Catarina? E será que em todos os municípios catarinenses esse fenômeno é igual? Ao estudar as eleições municipais catarinense entre 2005 e 2016, contatou-se que os eleitores de Santa Catarina premiam o comportamento oportunista de seus prefeitos, tanto nas despesas públicas, como nos investimentos. Constatou-se, também, que o oportunismo compensa nos municípios com maiores níveis de IDHM.


Palavras-chave


Reeleição, Política fiscal, Políticos, Municípios, Santa Catarina.

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-8085.2019v22n1p113

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