Conflictos de clase y la Operación Lava Jato: el lavajatismo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2025.e105907

Palabras clave:

Operación Lava Jato, clase media alta, lavajatismo, impeachment

Resumen

El papel de la Operación Lava Jato como actor político fijado en el conflicto de clases es todavía un tema poco discutido, a pesar del considerable crecimiento de la literatura científica sobre la operación. Este artículo analiza la acción política de la burocracia estatal de Lavado de Autos en relación con la principal base social de oposición a los gobiernos del PT: la clase media alta. Los objetos empíricos observados se sitúan en dos niveles: a) documentos, como informes periodísticos, notas institucionales, entrevistas y discursos de los operadores de Lava Jato; b) entrevistas y cuestionarios aplicados a las manifestaciones de impeachment. Con estos objetos, calificamos a los miembros de Lava Jato entre su filiación burocrática y su pertenencia de clase, para luego examinar el discurso anticorrupción y de regeneración nacional construido en sintonía con una base social presente en las movilizaciones pro impeachment. Nuestra hipótesis central es que la burocracia estatal lavajatista expresó las aspiraciones políticas de la clase media alta y, en esa coyuntura, se convirtió en su representante político en el sentido más amplio.

Biografía del autor/a

Arthur Salomão, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutorando e Mestre em Ciência Política

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

 Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Campinas, Brasil

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Publicado

2025-12-05

Número

Sección

Artigo