Crise hegemônica e reação: o caso de Jordan Bardella
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-7976.2026.e103380Palavras-chave:
Jordan Bardella, Hegemonia, Análise Crítica do DiscursoResumo
Este artigo examina como Jordan Bardella reinscreve o deslocamento hegemônico global, em particular a ascensão chinesa, em uma narrativa de crise que busca redefinir o lugar da Europa no sistema-mundo e os agentes privilegiados dessa mudança. A partir das teorias dos ciclos sistêmicos de acumulação e utilizando a Análise Crítica do Discurso como ferramenta metodológica, analisam-se suas intervenções no Parlamento Europeu entre 2019 e 2024. Buscamos demonstrar como Bardella converte tensões geoeconômicas, ansiedades securitárias e inquietações identitárias em uma moldura unificada de ameaça civilizacional, por meio da qual procura reorganizar a ordem do discurso europeia. Ao naturalizar a soberania como eixo interpretativo da crise e propor uma leitura alternativa ao vocabulário da integração supranacional, Bardella busca posicionar a extrema-direita, representada por si, como força capaz de interpretar a transição hegemônica e definir a direção política do continente.
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