Crise hegemônica e reação: o caso de Jordan Bardella

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2026.e103380

Palabras clave:

Jordan Bardella, Hegemonia, Análise Crítica do Discurso

Resumen

Este artigo examina como Jordan Bardella reinscreve o deslocamento hegemônico global, em particular a ascensão chinesa, em uma narrativa de crise que busca redefinir o lugar da Europa no sistema-mundo e os agentes privilegiados dessa mudança. A partir das teorias dos ciclos sistêmicos de acumulação e utilizando a Análise Crítica do Discurso como ferramenta metodológica, analisam-se suas intervenções no Parlamento Europeu entre 2019 e 2024. Buscamos demonstrar como Bardella converte tensões geoeconômicas, ansiedades securitárias e inquietações identitárias em uma moldura unificada de ameaça civilizacional, por meio da qual procura reorganizar a ordem do discurso europeia. Ao naturalizar a soberania como eixo interpretativo da crise e propor uma leitura alternativa ao vocabulário da integração supranacional, Bardella busca posicionar a extrema-direita, representada por si, como força capaz de interpretar a transição hegemônica e definir a direção política do continente.

Biografía del autor/a

Maria Raphaela Luchini Caldeira Campello, Universidade de São Paulo

Maria Raphaela Campello é bacharel em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e em Relações Internacionais pela PUC Minas. Possui mestrado na área de teoria e pensamento político pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, onde atualmente faz doutorado. Seus interesses incluem direitas no Brasil e no mundo, história do tempo presente e pensamento político brasileiro. 

Citas

Arrighi, G. (1996). O longo século XX: Dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Editora Unesp.

Arrighi, G. (2008). Adam Smith em Pequim: Linhagens do século XXI. Boitempo.

Balibar, É. (2021a). Existe um “neorracismo”?. In É. Balibar & I. Wallerstein, Raça, nação, classe. Boitempo.

Balibar, É. (2021b). Racismo e nacionalismo. In É. Balibar & I. Wallerstein, Raça, nação, classe. Boitempo.

Barbosa, A. de F. (2010). Transformações da economia mundial e a ascensão da China. In F. de Oliveira & R. Braga, Hegemonia às avessas: Economia, política e cultura na era da servidão financeira. Boitempo.

Bloch, M. (2001). Apologia da história ou o ofício de historiador (v. 200, p. l). J. Zahar.

Fairclough, N. (1992). Discourse and social change. Polity Press.

Fairclough, N. (2003). Analysing discourse. Routledge.

Fairclough, N. (2013). Language and power. Routledge.

Hamnett, C. (2018). A world turned upside down: The rise of China and the relative economic decline of the West. Polity Press.

Harvey, D. (2010). The enigma of capital and the crisis this time. Reading Marx’s Capital with David Harvey, 30.

Parlamento Europeu. (n.d.). Contributions aux débats en séance plénière. https://www.europarl.europa.eu/meps/fr/131580/JORDAN_BARDELLA/main-activities/plenary-speeches#detailedcardmep

Pirro, A. L. P., Taggart, P., & Van Kessel, S. (2018). The populist politics of Euroscepticism in times of crisis: Comparative conclusions. Comparative European Politics, 16(2), 185–204.

Scholte, J. A. (2010). Globalization: A critical introduction. Macmillan International Higher Education.

Shambaugh, D. (2013). China goes global: The partial power. Oxford University Press.

Vasilopoulou, S. (2018). Far right parties and Euroscepticism: Patterns of opposition. ECPR Press.

Wallerstein, I. (1983). The politics of the world-economy: The states, the movements, and the civilizations. Cambridge University Press.

Publicado

2026-01-27

Cómo citar

Campello, M. R. L. C. (2026). Crise hegemônica e reação: o caso de Jordan Bardella. Esboços: Historias En Contextos Globales, 33, 1–16. https://doi.org/10.5007/2175-7976.2026.e103380

Número

Sección

Artículo