Caça e preservação da vida selvagem na África colonial

Autores

  • Sílvio Marcus de Souza Correa Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2011v18n25p164

Palavras-chave:

Preservação, caça grossa, doença-do-sono, África colonial

Resumo

No início do século XX, com as descobertas científicas dos agentes etiológicos e dos vetores de certas doenças tropicais, algumas medidas de saneamento na África colonial se traduziram em abate indiscriminado de animais selvagens. Em 1910, uma matança ocorrida na África Oriental Alemã (atual Tanzânia) desencadeou um intenso debate sobre a proteção da vida selvagem. Nas décadas seguintes, outras matanças foram realizadas em colônias ou protetorados britânicos na África. A partir dos meados do século XX, várias regiões da África Oriental Portuguesa (atual Moçambique) foram zonas de ação da Missão de Combate à Tripanossomíase (MCT) e de suas Brigadas de Caça. Todavia, o abate indiscriminado da “caça grossa” foi alvo de críticas de alguns médicos veterinários que trabalhavam para a MCT. O debate sobre as matanças teve também a participação de caçadores amadores. Alguns defensores da caça esportiva foram protagonistas de uma série de ações preservacionistas. Esse incipiente preservacionismo não foi anticolonialista, mas serviu para orientar os primeiros projetos de parques de preservação e reservas naturais na África.

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Publicado

2011-06-23