Por que filmar a nossa guerra? a segunda guerra mundial no cinema brasileiro: Panorama histórico de 1940 a 2015

Autores

  • Cassio dos Santos Tomaim Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2015v22n34p178

Palavras-chave:

Força Expedicionária Brasileira (FEB), Segunda Guerra Mundial, Cinema Brasileiro.

Resumo

Objetiva-se apresentar um panorama histórico do Brasil na Segunda Guerra Mundial retratado pelo cinema brasileiro, apontar o lugar que esta memória ocupa em uma filmografia que se estende de 1940 a 2015. Em termos metodológicos, recorreu-se à pesquisa bibliográfica sobre o tema e à pesquisa documental com consultas ao banco de dados da Cinemateca Brasileira, Dicionários de Filmes Brasileiros e sites na internet. O mapeamento resultou em um total de 274 filmes, entre ficções e não ficções de curta, média e longametragem, no período estudado. Constatou-se que em mais de meio século o interesse do cinema brasileiro pela representação da FEB e do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi ínfimo. Com exceção do período em que o Brasil esteve em guerra (1940-1945), foram esporádicas as produções ao longo das décadas no pós-guerra. Somente nos anos de 1960/70, em plena ditadura civil-militar, o interesse pela temática ressurge no cinema brasileiro, fato explicado pela aproximação da memória da FEB ao regime dos militares. Os filmes produzidos nos anos de 2000 integram tardiamente no Brasil uma política de memória sobre o passado da Segunda Guerra Mundial, por outro lado, têm mostrado preocupação por retratar episódios da guerra pouco explorados.

Biografia do Autor

Cassio dos Santos Tomaim, Universidade Federal de Santa Maria

Jornalista e Doutor em História pela UNESP/Franca (2008). Atualmente atua nos Programas de Pós Graduação em Comunicação e em História, ambos da UFSM. É professor do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo. Áreas de interesse: História e Cinema, Filme Documentário, Teorias da Comunicação, História do Jornalismo e Jornalismo Cultural. É autor dos livros "Documentário e o Brasil na Segunda Guerra Mundial: o antimilitarismo e o anticomunismo como matrizes sensíveis" (INTERMEIOS & FAPESP, 2014) e "Janela da Alma: cinejornal e Estado Novo - fragmentos de um discurso totalitário" (ANNABLUME & FAPESP, 2006).

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Publicado

2015-12-01

Edição

Seção

Dossiê