A Armação Baleeira de Garopaba: sua justa dimensão

Autores

  • João Pacheco de Souza Universidade da Região de Joinville- Univille
  • Roberta Barros Meira Universidade da Região de Joinville - Univille

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2018v25n40p413

Palavras-chave:

Armação Baleeira, Garopaba, povoamento

Resumo

Este texto se propõe a discutir a Armação Baleeira de Garopaba, pertencente ao complexo de armações construídas e exploradas no Brasil entre os séculos XVII e XIX.  Privilegia aspectos relacionados à fundação e à estrutura da Armação, isto é, um sistema organizado de caça da baleia, produção e distribuição de óleo que desempenhou um papel ativo no processo de formação do município de Garopaba. A análise que se segue considera não só a importância econômica da produção do óleo da baleia, mas enfatiza o seu papel primordial ao imprimir um ritmo próprio à economia de algumas regiões coloniais. Nesse sentido, pretende-se dialogar com a historiografia existente, ressaltando a pouco discutida relação entre as armações e a instalação de uma sucessão regular de centros povoados, que se mantinham no litoral catarinense. 

Biografia do Autor

João Pacheco de Souza, Universidade da Região de Joinville- Univille

Possui graduação em Abi - Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (1978). Atualmente é tecnico em assuntos educacionais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. Mestre em Patrimônio Cultural e Sociedade na Universidade da Região de Joinville- Univille.  Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História e Patrimônio Cultural.

 

Roberta Barros Meira, Universidade da Região de Joinville - Univille

Bacharel e licenciada em Historia pela Universidade Federal Fluminense (2005), mestrado e doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo. Docente do Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade e do Departamento de História da Universidade da Região de Joinville - Univille. Tem experiência na área de História do Brasil, com estudos no campo do patrimônio ambiental e História Econômica.

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Publicado

2018-12-18

Edição

Seção

Artigo